domingo, 30 de outubro de 2011

Entre a lucidez e o oportunismo

Militantes da dita oposição de esquerda deveriam aprender com o Deputado Federal Jean Wyllys (PSOL-RJ). É lúcido, coerente e com uma análise nítida da conjuntura. E o melhor de tudo, não faz eco com os oportunistas de plantão do seu próprio partido, que usam até o estado de saúde do ex-presidente Lula pra fazer crítica ao PT.

Ironia ou não, uma importante parcela destes sequer usa o SUS que recomendam ao presidente. E o essencial: Como se o Lula no SUS fosse fazer alguma diferença ao conjunto da população. Falam como se o Lula no SUS seria a panacéia do serviço de saúde pública na torta visão destes.

É, o "sofativismo" (ativismo de sofá) desses mesmos oportunistas também vai fazer uma baita diferença na qualidade dos serviços de saúde.

Ai, ai, a pós-modernidade...

Além do comportamento de uma parcela da militância “orgânica”, há também o senso comum incorporado por parte da sociedade, que completamente consumido pelo modus operandi da Direita nacional, adora ver alguma crítica a algum político para poder replicar. O colega Tiago Franckini resumiu muito bem:

“As pessoas concordam com qualquer coisa revoltadinha que se escreva no facebook contra qualquer político. Não param pra refletir um segundo e ficam dando ibope pra besteiras. Qualquer semelhança com o comportamento eleitoral não é mera coincidência.”

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Uma nova política de uma nova geração

*Bruno Elias


“Vocês não nos deixam sonhar. Nós não os deixaremos dormir”


O Brasil vive um momento desafiador. Ao mesmo tempo em que é palco de conquistas sociais reconhecidas pelos seus e pelo mundo, possui a maior geração de jovens de sua história: somos aproximadamente 50 milhões de brasileiros, com idade entre 15 e 29 anos.

Por muito tempo, ao se falar de juventude, era comum o recurso ao saudosismo. Em oposição aos engajados da “geração de 68”, a nova geração de jovens seria apática, despolitizada e quando muito teria tido seu último suspiro político nas mobilizações estudantis do Fora Collor. Desconstituía-se, assim, não só a memória de ações reais de toda uma década, como a própria idéia de participação, organização e ação coletiva contemporânea.

A Geração Coca-Cola, cujos heróis “morreram de overdose” e perguntou “Que país é esse?”, lutou e participou ativamente das mudanças políticas dos anos seguintes. Nas eleições, votou em sua maioria pela mudança em 2002 e por sua continuidade em 2006 e 2010. De estatística das desigualdades sociais nas décadas perdidas passaram a ser alcançados pelas políticas sociais e pelo crescimento econômico dos últimos anos.

É com este país em mudança que uma nova geração de jovens entra em cena. Contrariando o senso comum de certos formadores de opinião e meios de comunicação, a estabilidade democrática e as novas tecnologias potencializaram novas formas de participação da juventude. Conectada ao mundo a partir da internet, percebemos nas redes sociais, na ação comunitária ou nas marchas libertárias dos últimos meses, uma atuação coletiva cada vez mais diversificada.

Batalhando no trabalho e nos estudos, a atual geração de jovens é otimista em relação ao país, mas quer muito mais. Vivendo uma fase da vida em que o indivíduo processa de maneira intensa seus conflitos, decisões e sua inserção na vida social, os jovens estão cada vez mais atraídos por novas bandeiras. Tendo parte da agenda de inclusão social atendida pelos avanços dos últimos anos, ganham força as reivindicações ligadas à liberdade, autonomia e experimentação.

Parte importante desta juventude já não se enxerga no jeito “tradicional” de fazer política. Contando com poucos representantes nos espaços de poder e atenta às denúncias de corrupção, deseja mais do que ações pontuais contra malfeitos com a coisa pública. O anseio é por mudanças mais profundas, algo que um grande debate público sobre a reforma política – para além dos gabinetes dos beneficiados pelo atual modelo - poderia mobilizar.

Entre os próprios partidos políticos, são poucos os que levam o tema juventude a sério. Quando não são tratados como meros tarefeiros, a visão dominante e instrumental encara a juventude como “celeiro de quadros”, a serem formados para o futuro. A compreensão do jovem como sujeito político do presente, capaz de participar da renovação do projeto político dos partidos, permanece como um grande desafio.

Um partido como o PT, por exemplo, não entende porque tem quase 30% da preferência do eleitorado, mas perde apoio nas novas gerações. O fato é que para grande parte dos jovens, o partido já é visto como igual aos demais partidos tradicionais. A crescente institucionalização, o refluxo do debate ideológico e a ausência de discurso e diálogo com as novas redes da juventude reforçam este estigma.

Querendo ou não, os partidos políticos serão chamados a fazer esse debate nos próximos anos. Nas próximas disputas eleitorais, a mera estratégia de comparar os governos petistas com os governos tucanos, apesar de importante, não será suficiente. Aos jovens será fundamental que os partidos apresentem uma agenda de conquistas e mudanças para o futuro, já que muitos pela idade não vivenciaram com tanta nitidez o contraste entre um e outro modo de governar.

Ao ser fundado, o PT promoveu um grande encontro entre a geração de jovens que lutou contra a ditadura e a jovem classe operária presente nas mobilizações da década de 1970 e 1980. É hora do PT surpreender mais uma vez, apostando nas suas novas gerações e na afirmação de um projeto democrático e popular que ganhe corações e mentes da juventude.

*Bruno Elias (@_brunoelias) é estudante de Serviço Social da Universidade de Brasília e Coordenador de Relações Internacionais da Juventude do PT

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Dia 11 de agosto de 2011: Feliz, Feliz Dia do Estudante!

Posto aqui texto da Mariana Carlos, grande companheira e vereadora em Cachoeira do Sul. Um grande dia para a comunidade da cidade, que deu uma prova de que a sociedade organizada pauta governos e conquista desenvolvimento.


Espírito da Mobilização Estudantil: "quem sabe faz a hora, não espera acontecer".
Créditos da foto: Sérgio (Sulfoto)




Dia 11 de agosto de 2011

Feliz, Feliz Dia do Estudante!


Em 11 de agosto de 1827, D. Pedro I institui no Brasil os dois primeiros cursos de educação superior, um em Olinda e outro em São Paulo. Até então, a escola de nível superior mais próxima era em Coimbra, Portugal. As primeiras turmas dos cursos brasileiros tinham poucos alunos, estruturas simples e salas feitas de taipa. Em 1934 um dos cursos foi incorporado pela USP.


Coincidência ou não, hoje, dia 11 de agosto de 2011, os estudantes também podem comemorar a conquista de um centro de educação superior federal. Mais do que isso, comemorem por fazerem parte desta conquista. Comemorem por estarem transformando as suas vidas e os rumos da própria sociedade em que vivem.


A Mobilização Estudantil “Vem, UFSM: o estudante quer, a região precisa” entrou para a história da região central do Estado – não somente pela quantidade de pessoas que participaram da Passeata e do Ato Público no dia 13 de julho, mas fundamentalmente por ser um movimento vitorioso. Os estudantes cachoeirenses foram os grandes protagonistas da mobilização social que foi decisiva para a confirmação da extensão universitária para a cidade, que certamente será feita pela Presidente Dilma Rousseff no dia 16 de agosto.


Com o apoio da Comissão Comunitária Pró-UFSM, coordenada pelo Promotor João Ricardo Tavares; da 24ª Coordenadoria Regional de Educação, coordenada pela Telda Assis; da Prefeitura e Secretaria Municipal de Educação, através do Prefeito Sergio Ghignatti e Secretária Ana Margarete Vivian; das direções das escolas públicas e privadas, a Comissão de Mobilização Estudantil mobilizou os estudantes, chamou a comunidade e a UFSM e o Governo Federal atenderam!


Feliz, Feliz Dia do Estudante com muitos motivos para comemorar!



Mariana Carlos

Coordenação de Mobilização Estudantil Vem, UFSM

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A Política no Comando

Segue aqui um artigo do Página 13 que fala um pouco sobre a cisão ocorrida na Articulação de Esquerda. Na verdade, o post tem endereço certo: à militância do PT que anda "feliz" com o momento de crise em que se encontra a Articulação de Esquerda, por motivos que não precisam ser explicados. O PT e a sua política falam por si.

Mas definitivamente mais vale um racha bem debatido que uma diluição acrítica nos "campões" sem conteúdo.


A Política no Comando


Para além do debate miúdo, sobre regimento e número de delegados, a verdade é que a cisão ocorrida no Congresso da AE faz parte de um processo mais amplo. O conjunto do PT enfrenta com dificuldades um paradoxo: nunca fomos tão fortes e importantes, mas nunca corremos tanto risco de ter apenas um grande passado pela frente.

Explica-se: vencemos as eleições presidenciais de 2002, 2006 e 2010 e seguimos sendo a principal referência para as classes trabalhadoras, numa América Latina que pende para a esquerda e num mundo onde o capitalismo e a hegemonia dos EUA estão em crise; mas ainda não conseguimos romper o cerco imposto pelo capital financeiro, pela maioria conservadora na Câmara e no Senado, pelos meios de comunicação de massa. Resultado: governamos, melhoramos a vida do povo, mas seguimos distantes das transformações estruturais que constituem nossa principal razão de ser.

A “velha guarda” petista sabe que esta contradição pode custar muito caro. No curto prazo, alterando a composição e a prática cotidiana do Partido, nem sempre no melhor sentido. No médio prazo, aquela contradição pode converter-se, ressalvadas todas as diferenças, numa derrota política e/ou eleitoral similares às sofridas pela Concertación chilena.

Este é o pano de fundo de um debate que atravessa todas as tendências, provocando tensões e divisões que, no limite, aumentam a dispersão daqueles setores que podem constituir uma nova maioria e uma nova hegemonia, indispensáveis para reorientar o Partido dos Trabalhadores.

Por isto ganha relevância saber se as resoluções aprovadas no Congresso da AE ajudarão ou não o PT a enfrentar os desafios táticos, estratégicos, programáticos e organizativos postos diante dele. A resposta a esta pergunta, segundo o próprio Congresso da AE, é: em termos. Ou seja: as resoluções ali aprovadas seguem o rumo certo, mas são insuficientes.

O ponto de partida das resoluções é compreender as principais contradições existentes no mundo, no Brasil e no PT. E apontar nossa posição frente a elas.

No âmbito internacional, frente ao conflito entre o bloco comandado pelos EUA versus os BRICs, cabe fazer da América Latina um pólo para a reconstrução do projeto socialista.

No Brasil, frente ao conflito entre o desenvolvimentismo conservador e o desenvolvimentismo progressista, cabe construir um desenvolvimentismo de novo tipo, democrático-popular e articulado com uma estratégia socialista.

Na esquerda brasileira e no PT, frente ao conflito entre o neo-trabalhismo e a neo-socialdemocracia, cabe afirmar um pólo socialista & revolucionário.

As resoluções destacam os grandes compromissos estratégicos da esquerda: a democratização do Brasil, a universalização das políticas públicas, as reformas estruturais, a criação de um modelo alternativo de desenvolvimento, a soberania nacional com integração continental, o combate a todas as formas de desigualdade, preconceitos e discriminação, o compromisso com a juventude e com o meio-ambiente.

As resoluções deixam claro que estes compromissos, com soberania, democracia e igualdade, desdobram-se na luta pela superação do capitalismo e pela transição socialista.

As resoluções reafirmam o socialismo como objetivo estratégico e o apresentam como uma combinação entre compromisso internacionalista, a mais ampla democracia, a propriedade social dos grandes meios de produção e o planejamento ambientalmente orientado.

As resoluções apontam, ainda, que a crise internacional pode acelerar os tempos da luta de classes, motivo pelo qual é urgente preparar o PT, a esquerda brasileira e também o governo Dilma para tempos que serão cada vez mais duros. As resoluções trazem, finalmente, um balanço crítico deste início de governo Dilma.

Como dissemos antes, são resoluções que seguem no rumo certo, mas são insuficientes. Falta muito para que possamos dizer que temos respostas adequadas a temas como a análise do capitalismo do século XXI; o balanço sobre as tentativas de construção do socialismo no século XX e seus desafios atuais; a discussão sobre a estratégia de luta pelo socialismo, no Brasil e na América Latina; o diagnóstico sobre as mudanças ocorridas na formação social brasileira, ao longo dos últimos 30 anos, em particular nas classes sociais; como criar um movimento de massas em defesa de “reformas de base”, a começar pela democratização dos meios de comunicação, reforma política e tributária.

Muito falta, também, em termos de trabalho concreto junto às classes trabalhadoras. O PT ganhou três eleições presidenciais seguidas, mas é evidente que no plano ideológico há um crescimento de posições conservadoras, questionando as conquistas e os futuros avanços nos direitos da juventude, das mulheres, dos negros, dos portadores de deficiência, dos LGBT. A criminalização dos movimentos sociais é uma ameaça recorrente, que só pode ser enfrentada com um esforço redobrado de organização dos velhos e novos setores da classe trabalhadora brasileira, no plano sindical, nos locais de trabalho e moradia, nas lutas de massa. Nos parlamentos e executivos, o financiamento privado constitui bancadas super-ativas, reduzindo ou contendo a representação da esquerda. E no mundo universitário e nos meios de comunicação, as idéias democráticas e de esquerda não enfrentam tempo fácil.

Pesando tudo isto, o Congresso da Articulação de Esquerda fez o mesmo que o Congresso do PT: convocou uma segunda etapa, para continuar os debates. Convocada para novembro de 2011, esta segunda etapa será também uma oportunidade para a volta de parte dos militantes que decidiram abandonar a tendência neste mês de julho.


Capitalismo, relações de classe e opressões

Por Marcos Jakoby

O final dos anos 1980 e o decorrer dos anos de 1990 são caracterizados, entre outras coisas, pela defensiva estratégica do socialismo (na minha opinião, não se trata de defensiva estratégica, mas uma defensiva forçada. Não houve um ato de pensar uma estratégia de defensiva. Esta foi imposta pela conjuntura dada pós queda do muro), que é acompanhado por um contundente movimento teórico e ideológico no sentido deencurralar o marxismo enquanto alternativa de interpretação da realidade social (para além da alternativa de interpretação, tratava-se de encurralar o marximo enquanto alternativa de ação propriamente dito. Ou seja, tratava-se de afirmar que o marxismo estava falido enquanto modelo de sociedade.). Por outro lado, foi um período marcado pela hegemonia neoliberal que coi ncidiu com ascenso e grande influência do pensamento, inclusive sobre a esquerda, do que comumente denomina-se de pós-moderno.

Virou lugar-comum afirmar-se que vivemos em “tempos pós-modernos” e a reprodução acrítica de teses que buscavam caracterizar esse novo período histórico: fim das grandes narrativas, das ideologias, das alternativas sistêmicas e de qualquer herança do iluminismo. Para os pós-modernos, a ênfase se dá, sobretudo, nos discursos, nas linguagens e na cultura, que dariam forma a sociedade (e também na relativização extrema de qualquer conclusão). Desprezam noções como o conhecimento totalizante, valores universalistas como a igualdade e a idéia de emancipação humana geral; buscam se pautar pela idéia da “diferença” e de identidades particulares: como raça, gênero, etnia, sexualidade e suas respectivas lutas particulares e distintas contra as opressões.

O pensamento teórico pós-moderno construiu uma crítica e uma desconstituição da noção de totalidade, substituída pela noção de múltiplas realidades sociais, isto é, pela natureza fragmentada do mundo e do conhecimento humano. As relações de classes representariam apenas mais uma identidade entre tantas outras. Desta maneira, as relações de classes no capitalismo já não teriam mais centralidade histórica. Para outros pós-modernos, não seria mais possível nem se falar em classes sociais. Para estes, a existência de outros modos de dominação que não as relações de classe, outras desigualdades e lutas que não são de classe, seria uma demonstração prática de que o capitalismo, o qual possui as relações de classe como elemento constitutivo, não é um sistema totalizante.

Entretanto, para esses pós-modernos comprovarem suas teses, seria necessário, “demonstrar convincentemente que essas outras esferas e identidades não vem – pelo menos de nenhuma forma significativa – dentro da força determinativa do capitalismo, seu sistemas de relações de propriedade, seus imperativos expansionistas, seu impulso de acumulação, a transformação de toda a vida social em mercadoria, a criação do mercado como uma necessidade, um compulsivo mecanismo de competição [...]”. Ou seja, praticamente não existe aspecto da vida social que não seja determinado pela lógica e pelos imperativos do capitalismo o que torna as teses pós-modernas passíveis de uma profunda contestação.

Pode-se alegar que as lutas contra o racismo e a opressão de gênero não representam um perigo fatal ao capitalismo, isto é o capitalismo pode sobreviver enquanto sistema com o fim dessas opressões, enquanto o fim da opressão de classe representaria o fim do próprio capitalismo. Esse argumento poderia ser utilizado para caracterizar que àquelas lutas específicas não possuem condições e potencial de assumir uma dimensão anticapitalista. Porém, é possível afirmar que estas lutas possuem poucas chances de saírem vitoriosas, se não assumirem também uma dimensão de classe e um caráter anticapitalista.

Isso se deve ao fato de que o capitalismo tem uma enorme capacidade de absorver, se apropriar e reforçar desigualdades e opressões que ele não criou, para fazer uso em prol dos seus interesses de exploração de classe. Vejamos a opressão de gênero: ela existe muito antes do capitalismo surgir (inclusive ela nem sempre foi uma opressão do masculino sobre o feminino. Engels, na Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado, aponta para períodos de organização social matriarcal), mas ele é capaz de se utilizar da desigualdade entre homens e mulheres para tirar tanto benefícios econômicos como político-ideológicos. Econômico quando, por exemplo, paga à mulher um salário menor num emprego equivalente ao do homem. Político e ideológico quando se aproveita dessa desigualdade e dessa opressão para criar cisões e divisões na sociedade, dificultando a construção da unidade e da solidariedade entre os trabalhadores-as e ainda ser capaz de oferecer cobertura ideológica para as razões estruturais dos problemas sociais e econômicos.

Trato disso, pois creio que há um avanço na nossa tendência na construção das lutas contras as opressões específicas. E acredito também que seja uma dos grandes desafios nossos realizar esta problematização, no sentido de que estas lutas ganhem também contornos anticapitalistas, pois como afirma Ellen Wood, “o capitalismo é constituído pela exploração de classe, mas é mais que um mero sistema de opressão de classes. É um processo totalizador cruel que dá forma a nossa vida em todos os aspectos imagináveis, e em toda parte [...]”. O socialismo não é garantia do fim dessas opressões específicas, embora lutamos para que assim o seja, mas ao menos acaba com as necessidades ideológicas e econômicas do uso dessas opressões que são feitas sob o capitalismo.